Um ‘bonde da bondade’ que circula na Cidade
Cidadania a bordo de um ônibus leva arte e esportes a crianças e jovens porto-alegrenses.
O Bonde da Cidadania é um projeto da Prefeitura de Porto Alegre que utiliza um ônibus que circula pela cidade convidando crianças e adolescentes nas sinaleiras para a realização de atividades esportivas, atendendo mais de 200 crianças mensalmente.
O Projeto foi criado em 2005. O ônibus percorre as ruas da Cidade todas as terças, quartas e quintas-feiras e está te ndo tanto êxito que será ampliado já neste ano passando a circular aos sábados, dando oportunidade a crianças e adolescentes de saírem das ruas para a pratica de oficinas de músicas e esportes.
O Bonde da Cidadania funciona durante todo o ano e, além das atividades esportivas e artísticas, promove passeios, apresentando Porto Alegre às crianças. Os participantes do projeto têm atividades de lazer nos Centros Regionais de Assistência Social, localizados em diversas regiões da Cidade. Nos Centros, além de refeições, o Serviço Social do Comércio (Sesc) oferece e disponibiliza, para todos os grupos que participam das atividades recreativas, suas quadras esportivas.
Entre as unidades que recebem as crianças do Bonde estão os Centros de Ação Social (CEAS) Eixo Baltazar e Nordeste, Norte Sul, Centro Comunitário Vila Floresta (Cecoflor), Centro de Comunidade Vila Elizabeth (Cecove), Centro Comunitário Vila Ingá (Cevi) e o Centro Comunitário Parque Madepinho (Cecopam), entre muitos outros parceiros do projeto.
O coordenador do projeto, Olyntho Chagas, destaca que muitas crianças, por intermédio desta iniciativa, já retornaram ao convívio familiar com o acompanhamento de professores e psicólogos introduzindo os familiares nesses projetos sociais. “A garantia de programas e iniciativas públicas comunitárias que fortaleçam o convívio familiar das crianças e adolescentes são discutidas a todo momento, assegura Chagas. “A maioria dos casos de violência contra crianças e adolescentes não ocorre nas ruas. A maior parte não é agredida, violentada ou humilhada por estranhos. São os próprios familiares dentro de suas casas que maltratam”, revela o coordenador do Projeto.


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